Uma das principais preocupações dos atletas é ter energia suficiente para realizar os treinos e competições. Mas não é qualquer tipo de açúcar que cumpre satisfatoriamente esta função. Os açúcares são uma importante fonte de energia para as atividades físicas, entretanto, o açúcar refinado é um veículo para fonte de energia rápida, mas pobre nutricionalmente.

A nutricionista Natália Guerra Bordignon, ex-atleta da seleção brasileira de judô, explica a diferença entre os tipos de carboidratos e como eles impactam na alimentação.

– O carboidrato tem uma função importante para a saúde e também para o desempenho do atleta, que pode se beneficiar do consumo do carboidrato simples, principalmente durante e após os treinos e competições e quando calculado de acordo com suas necessidades. Já o excesso de açúcar refinado pode gerar um ganho de peso para esse atleta e consequentemente um aumento de gordura corporal gerar constipação, disbiose intestinal, diminuição da absorção de vitaminas e minerais. E também diminuir o sistema imune, deixando o atleta vulnerável para gripes, infecções e lesões. Então essas implicações acabam gerando a queda da performance esportiva de vida das diminuições das capacidades fisiológicas do atleta, como exemplo, velocidade, potência e capacidade aeróbica – comenta Natália.

A nutricionista explica que refeições com alto índice glicêmico, principalmente quando ingeridas próximo do exercício, afetam negativamente o rendimento do esportista. Natália explica que a elevação rápida da glicemia desencadeia a liberação excessiva de insulina, resultando em hipoglicemia de rebote, o que gera desconforto como enjoo, náuseas e tonturas.

– Existem atletas que sentem e os que não sentem este desconforto, então é indicado manter uma alimentação de índice glicêmico moderado e baixo. Por exemplo, fazer um mix desses carboidratos. Líquidos e refeições com alto índice glicêmico são muito bem-vindas na dieta dos atletas, mas devem ser ofertadas principalmente quando os estoques de glicogênio musculares estão diminuídos. Então, o mais comum é ofertar no intervalo e no término dos exercícios o aumento constante nos níveis de glicemia. Principalmente longe das sessões de treinamento – explica Natália Bordignon.

Mas a nutricionista também comenta que os açúcares são aliados na rotina de quem pratica esportes e explica que dietas restritivas em carboidratos em dias de prova afetam o desempenho do atleta, pois impacta na função cognitiva, aumento de confusão mental e aumento de fadiga e cãibras. No entanto, o consumo de carboidratos não precisa incluir necessariamente doces ou bebidas com açúcar refinado. Grãos, massas e frutas são ricos em carboidratos, inclusive os simples, em alguns casos, como o da banana.

– Estudos com jogadores de futebol, por exemplo, demonstram que os jogadores com concentrações de glicogênio muscular diminuído apresentam valores de velocidade e de distâncias percorridas bem menores na segunda metade do jogo do que outros jogadores que já iniciaram o jogo com níveis adequados de glicogênio muscular. O consumo de carboidrato é bem importante, tanto no dia de prova mas também nas 24 e 48 horas que antecedem a prova. É necessário manter altos esses estoques de glicogênio muscular, então é recomendado o consumo de cinco a seis refeições diárias pelos atletas neste período. – explana Natália.

Fonte: Eu atleta – globo.com

Este artigo foi útil?
Avalie

5 / 5. 1

5